Acreditamos em estereótipos culturais sobre o líder todo-poderoso, nosso cérebro, está sempre ligado, constantemente em sua melhor forma e sempre no controle. Porém a ciência demonstra que a força do cérebro tem limites. Se esses limites são ignorados, o autocontrole pode se deteriorar depressa, com consequências drásticas para todos os envolvidos.
A força de vontade é uma característica fundamental e deve ser cultivada cuidadosamente para produzir o apoio desejado tanto para um pensamento claro quanto para a melhor gestão possível das emoções. E isso tudo começa no cérebro.
O cérebro consome mais energia do que qualquer outro órgão humano. Segundo um artigo de 2008 da Scientific American, no total, o cérebro consome mais de 20% de toda a energia à disposição do corpo. Embora represente apenas 2% de nossa massa corpórea, ele consome um quinto do oxigênio e um quarto da glucose. Ele prioriza funções corporais que garantam sua sobrevivência, redirecionando energia para essas áreas em vez de usá-la em funções exóticas e refinadas, como análise e previsão, se e quando isso é necessário.
Indo um pouco além, a neurociência revela que o cérebro consome a maioria de sua energia em sistemas automáticos de manutenção em vez de em funções executivas de cognição superior. Ele consome quase 90% de sua energia em um estado calmo, quando não se exige das pessoas que pensem muito. Assim, ele tem na verdade uma pequena porção de energia disponível para dedicar a tarefas complexas e cognitivamente exigentes.
Passamos nossas vidas achando que a maior parte dos processos que ocorrem em nossos cérebros têm a ver com a área da qual temos ciência, a nossa consciência. Isso não poderia estar mais distante da verdade. A maior parte da potência cerebral é usada em outro lugar: nas profundezas de nossos cérebros.
Quanta potência permitirão que seus cérebros canalizem para o setor de solução de problemas e mudanças, quando precisam de seu melhor desempenho sob essas condições?
Será que poderão criar uma situação em que o cérebro estará desesperado por energia e automaticamente realocando essa energia para estruturas mais profundas e cruciais para sua sobrevivência?
Ou será que conseguirão administrar seus ambientes pessoais e profissionais de modo a permitir um desempenho com capacidade total do cérebro quando enfrentarem adversidades?
Precisamos melhorar esse desempenho através da decisão por hábitos mais saudáveis que potencializam e transformem nossa mente e nosso cérebro mais saudável!
O que você tem feito para trazer hábitos mais saudáveis para sua vida?